Cadeado vermelho sobre teclado, simbolizando vazamento de dados

Vazamento expõe 251,7 milhões de CPFs vinculados ao Gov.br

Um dos maiores vazamentos de dados já registrados no Brasil veio à tona em 2026, quando um criminoso identificado pelo pseudônimo “Buddha” colocou à venda um banco de dados com 251,7 milhões de registros de CPFs associados ao portal Gov.br. O incidente foi batizado de “MORGUE” e, segundo levantamentos, os dados teriam sido extraídos originalmente em março de 2025.

O volume de registros supera a própria população brasileira, pois inclui tanto cidadãos vivos quanto falecidos — o banco de dados traz informações como filiação, status de óbito e data de nascimento, o que sugere cruzamentos com registros civis e cadastros públicos.

Vazamentos dessa magnitude, envolvendo dados de identificação como o CPF, ampliam significativamente os riscos de fraude, abertura de contas e empréstimos fraudulentos, phishing direcionado (spear phishing) e engenharia social contra cidadãos e empresas.

Para organizações, o episódio reforça um ponto central da LGPD: mesmo dados que não estão sob a guarda direta da empresa podem ser usados contra ela, por exemplo em ataques de personificação (impersonation) contra funcionários, clientes ou fornecedores. Reforçar processos de verificação de identidade, autenticação multifator e monitoramento de exposição de dados segue sendo essencial diante de vazamentos em larga escala como este.

Por: SecExperts
Fonte: Hardware.com.br

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