Pessoa usando laptop e cartão, simbolizando compras online e fraude no varejo

Ataques e vazamentos de dados no varejo mais que dobram em três anos, aponta Kaspersky

Um relatório divulgado pela Kaspersky em agosto de 2026 mostra que os incidentes de segurança da informação no setor de varejo mais que dobraram nos últimos três anos. Entre as principais ameaças identificadas estão o roubo de identidade, fraudes em processos de reembolso e o chamado “web skimming” — técnica em que criminosos inserem códigos maliciosos em sites de e-commerce para capturar dados de cartões de pagamento no momento da compra.

Um dado que chama atenção no levantamento é que entre 64% e 86% dos vazamentos analisados têm origem em erro humano, e não em falhas puramente técnicas, reforçando a importância de treinamentos de conscientização para equipes que lidam com sistemas de pagamento e dados de clientes.

O impacto financeiro também é relevante: segundo o relatório, um único incidente de vazamento pode custar até US$ 91 milhões a grandes varejistas, somando multas regulatórias, custos de resposta a incidentes e perda de confiança dos consumidores.

Para empresas de qualquer porte que lidam com dados de pagamento ou informações pessoais de clientes, o cenário reforça a necessidade de testes de intrusão periódicos, hardening de sistemas expostos publicamente (como sites de e-commerce) e programas contínuos de conscientização de colaboradores.

Por: SecExperts
Fonte: Mercado&Consumo (relatório Kaspersky)

Placa com texto Privacy Please, simbolizando privacidade e proteção de dados

ANPD define prioridades regulatórias para 2026-2027, com foco em IA e dados sensíveis

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aprovou, no fim de 2025, o Mapa de Temas Prioritários para o biênio 2026-2027 e atualizou sua Agenda Regulatória 2025-2026, sinalizando quais frentes devem concentrar a atuação do órgão nos próximos meses.

O documento estrutura as prioridades em quatro eixos principais: a proteção dos direitos dos titulares de dados, com atenção especial a dados biométricos, de saúde e financeiros; a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital; a conformidade do setor público com a LGPD; e a supervisão do uso de inteligência artificial e de tecnologias emergentes.

Para empresas que ainda estão em processo de adequação à LGPD, o sinal é claro: setores que lidam com dados sensíveis (saúde, biometria, dados financeiros) e organizações públicas devem esperar maior atenção da ANPD nos próximos ciclos de fiscalização. Da mesma forma, empresas que utilizam soluções de inteligência artificial em processos que envolvem dados pessoais — como triagem de currículos, scoring de crédito ou atendimento automatizado — devem se antecipar e revisar seus controles de privacidade.

Manter um programa de governança de dados atualizado, com mapeamento de dados sensíveis e avaliações de impacto (RIPD) para novos projetos, incluindo os que envolvem IA, é o caminho mais seguro para reduzir riscos regulatórios diante dessas novas prioridades da ANPD.

Por: SecExperts
Fonte: Martinelli Advogados

Cadeado vermelho sobre teclado, simbolizando vazamento de dados

Vazamento expõe 251,7 milhões de CPFs vinculados ao Gov.br

Um dos maiores vazamentos de dados já registrados no Brasil veio à tona em 2026, quando um criminoso identificado pelo pseudônimo “Buddha” colocou à venda um banco de dados com 251,7 milhões de registros de CPFs associados ao portal Gov.br. O incidente foi batizado de “MORGUE” e, segundo levantamentos, os dados teriam sido extraídos originalmente em março de 2025.

O volume de registros supera a própria população brasileira, pois inclui tanto cidadãos vivos quanto falecidos — o banco de dados traz informações como filiação, status de óbito e data de nascimento, o que sugere cruzamentos com registros civis e cadastros públicos.

Vazamentos dessa magnitude, envolvendo dados de identificação como o CPF, ampliam significativamente os riscos de fraude, abertura de contas e empréstimos fraudulentos, phishing direcionado (spear phishing) e engenharia social contra cidadãos e empresas.

Para organizações, o episódio reforça um ponto central da LGPD: mesmo dados que não estão sob a guarda direta da empresa podem ser usados contra ela, por exemplo em ataques de personificação (impersonation) contra funcionários, clientes ou fornecedores. Reforçar processos de verificação de identidade, autenticação multifator e monitoramento de exposição de dados segue sendo essencial diante de vazamentos em larga escala como este.

Por: SecExperts
Fonte: Hardware.com.br